Natasha promete tentar recuperar R$ 308 milhões pagos pelo Estado no caso Oi
Candidata também defendeu garimpo legal e sustentável
A candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), afirmou que, se eleita, pretende tentar recuperar recursos públicos envolvidos no pagamento de R$ 308 milhões relacionado à dívida com a antiga operadora Oi. Em entrevista ao No Ar, com o jornalista Geraldo Araújo, na manhã desta terça-feira (25.08), Natasha classificou o episódio como uma “vergonha” e disse que eventuais responsabilidades devem ser definidas pela Justiça.
“Sem dúvida nenhuma, vamos tentar resgatar esse dinheiro, porque dinheiro público é dinheiro das pessoas, que saiu aqui dos cofres públicos do nosso Estado para contas particulares. Isso é uma vergonha”, declarou.
A candidata foi questionada sobre qual seria sua postura diante de denúncias e investigações relacionadas ao governo do ex-governador Mauro Mendes (União), entre elas o caso envolvendo o pagamento relacionado à Oi.
Ao responder, Natasha afirmou que não pretende antecipar julgamento sobre os envolvidos, mas prometeu adotar medidas para buscar a recuperação de valores públicos caso chegue ao Palácio Paiaguás.
“Eu não tô aqui para passar atestado de culpa ou inocência para ninguém, isso é por conta da Justiça. A minha régua de transparência é válida tanto para aliados quanto para adversários. E a Justiça vai fazer o seu papel, e nós, como governadora, vamos recuperar todo e qualquer dinheiro, usar todas as minhas forças para isso”, afirmou.
Natasha acrescentou que o compromisso consta em seu plano de governo. “Não vou roubar e não vou deixar que roubem.”
Segundo ela, recursos desviados ou utilizados irregularmente representam dinheiro que deixa de financiar serviços públicos. “Dinheiro público roubado é dinheiro público que poderia fazer posto de saúde, escola, medicamento, hospitais, leitos, UTI”, disse.
GARIMPO LEGAL TERÁ APOIO
Na mesma entrevista, Natasha também foi questionada sobre sua política para o garimpo e a exploração mineral em Mato Grosso. A candidata separou os trabalhadores que atuam de forma regular daqueles que praticam atividades ilegais e afirmou que pretende aproximar o setor legalizado do Governo do Estado.
“Existem garimpeiros que trabalham dentro da legalidade, e esses garimpeiros vão estar cada vez mais próximos do governo. Agora, os garimpeiros que cometem ilegalidade têm que ser punidos, são criminosos”, declarou.
Natasha citou o crescimento da arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) no Estado. Conforme os números apresentados por ela durante a entrevista, a arrecadação teria passado de R$ 39 milhões, em 2018, para R$ 156 milhões em 2025, com expectativa de alcançar R$ 176 milhões neste ano.
Para a candidata, a exploração mineral pode representar uma importante fonte de receita para Mato Grosso, desde que acompanhada de controle ambiental.
“É extraordinário, é uma fonte de renda, mas com sustentabilidade. E dá para fazer garimpo com sustentabilidade”, afirmou.
Natasha também destacou o potencial mineral de Mato Grosso e citou a existência de minerais como zinco, cobre e cobalto. Segundo ela, empresas e garimpeiros que cumprirem a legislação terão espaço para discutir políticas para o setor em eventual governo.
“Eu sou a futura governadora da legalidade. Quem trabalhar dentro da lei estará comigo no governo, participando. Vou chamar para mesas para a gente ver como pode fazer mais e melhor”, declarou.
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