Lula lista acusações contra Flávio e dispara: “O pior dos Bolsonaro”

Publicação reúne acusações contra o candidato e cita negociação de R$ 134 milhões para financiar filme sobre Jair Bolsonaro

Por: tangara mil graus 3K
 Lula lista acusações contra Flávio e dispara: “O pior dos Bolsonaro”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a sabatina de Flávio Bolsonaro (PL) no Jornal Nacional para divulgar, na noite dessa sexta-feira (28.08), um vídeo contra o candidato à Presidência. A peça reúne acusações relacionadas ao caso das rachadinhas e ao Banco Master e termina classificando o senador como “o pior dos Bolsonaro”.

A publicação foi feita enquanto Flávio respondia aos jornalistas da TV Globo. Ao compartilhar o material, Lula sugeriu que os eleitores conhecessem o histórico do adversário.

“Tem candidato dando entrevista na TV Globo. Para quem ainda não conhece, vale conferir o currículo”, escreveu o presidente.

No vídeo, um narrador afirma que Flávio começou a carreira como funcionário fantasma em um gabinete de Brasília. A gravação também menciona as acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso da rachadinha, investigado durante o período em que o candidato exerceu mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

Outro episódio explorado pela publicação é uma homenagem concedida por Flávio a um homem apontado como líder de um grupo de matadores de aluguel no Estado fluminense.

A peça ainda relaciona o senador às apurações da Polícia Federal (PF) envolvendo o Banco Master. “Foi flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master”, afirma o narrador.

O valor citado está ligado às conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre a busca por financiamento privado para “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A quantia negociada inicialmente teria chegado a US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões.

“Não dá para confiar nesse sujeito. Flávio, o pior dos Bolsonaro”, conclui o vídeo divulgado por Lula.

Durante a entrevista, Flávio negou irregularidades e afirmou que sua participação se limitou à procura por patrocinadores privados para a produção cinematográfica. Segundo o candidato, não houve transferência de dinheiro para ele nem utilização de recursos públicos.

“Eu não fui buscar dinheiro em Lei Rouanet, não fui buscar dinheiro em recursos públicos. E esse foi um patrocínio, na verdade, que não tem e não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro. É um patrocínio para um filme privado sobre o meu pai”, declarou.

Ao ser questionado sobre a relação com Vorcaro e sobre uma mensagem em que teria afirmado que estaria “sempre” com o banqueiro, Flávio disse que o contato ocorreu dentro das negociações para viabilizar o filme.

“É importante separar o tipo de relação privada que envolve esse patrocínio para um filme”, argumentou.