Natasha critica bilhões no Parque Novo MT após prova ser retirada por falta de estrutura

Candidata promete auditoria nos contratos, mas afirma que não interromperá empreendimento

Por: tangara mil graus 3K
 Natasha critica bilhões no Parque Novo MT após prova ser retirada por falta de estrutura

A candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), criticou os bilhões destinados ao Parque Novo Mato Grosso após o empreendimento perder uma etapa nacional de motovelocidade por necessidade de adequações na infraestrutura. Em entrevista ao   No Ar, com o jornalista Geraldo Araújo, na manhã dessa terça-feira (25.08), Natasha questionou os valores aplicados no projeto e prometeu auditar os contratos, caso seja eleita.

A crítica ocorre após a organização do MOTO1000GP retirar Cuiabá do calendário de 2026 e transferir a 7ª etapa da temporada, prevista para novembro, para o Autódromo Internacional Zilmar Beux, em Cascavel (PR). A mudança foi anunciada após uma visita técnica ao Autódromo Internacional de Mato Grosso. Segundo a organização, a infraestrutura precisa atender aos padrões técnicos e de segurança específicos exigidos para competições de duas rodas.

Ao comentar o episódio, Natasha confrontou a situação da estrutura com o volume de recursos que, segundo ela, já teria sido destinado ao Parque Novo Mato Grosso. “Um parque que gastou aí, segundo consta, em torno de R$ 2 ou R$ 3 bilhões, que só uma roda-gigante foi R$ 70 milhões. Onde já se viu isso?”, questionou.

 

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Apesar das críticas, a candidata garantiu que não pretende paralisar o empreendimento caso seja eleita. Segundo Natasha, a proposta é revisar os contratos e dar continuidade às obras.

“Jamais vou parar a obra, jamais. Mas vou fazer uma auditoria nessas obras e chamar as pessoas envolvidas, engenheiros, e falar: ‘Vamos lá, bora fazer acontecer’”, afirmou.

Natasha disse ainda que pretende ampliar o pente-fino para contratos de todas as secretarias estaduais. “Vou passar um pente-fino, fazer uma auditoria em todos os contratos, em todas as secretarias.”

 
Médica, a candidata também questionou a prioridade dada ao parque diante dos problemas enfrentados pela saúde pública de Mato Grosso. “O Parque Novo Mato Grosso é algo que me entristece, como médica que sou, e sabendo da questão da saúde, como está precária, como está caótica, e a prioridade ter sido para construção de um parque”, declarou.

Mesmo com as críticas aos gastos, Natasha reiterou que pretende concluir o empreendimento e defendeu que a estrutura seja disponibilizada à população. “Não vou de jeito nenhum parar a obra, vamos continuar e vamos fazer com que todos tenham direito ao parque.”

Portão do Inferno
Durante a entrevista, Natasha foi questionada sobre as intervenções no Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A candidata classificou a condução das obras como uma “brincadeira” e criticou as mudanças nas soluções apresentadas pelo Governo do Estado.

 
“Com relação ao Portão do Inferno, é uma brincadeira o que estão fazendo ali”, afirmou.

Natasha citou a proposta de retaludamento do morro e, posteriormente, a discussão sobre a construção de um túnel. Para ela, o Estado deveria considerar a alternativa defendida por especialistas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que apontaram um viaduto como solução para o trecho.

A candidata também afirmou que foram destinados R$ 12 milhões à empresa responsável pelos trabalhos relacionados ao retaludamento e questionou os resultados obtidos.

 
Durante a discussão, Geraldo relembrou entrevista concedida ao   No Ar pelo professor e geólogo Caiubi Kuhn, da UFMT, que havia questionado a solução inicialmente adotada pelo Governo e relatado não ter sido chamado para discutir o projeto.

Natasha também citou os impactos provocados pela situação do Portão do Inferno para estudantes e moradores, além dos prejuízos para Chapada dos Guimarães.

VLT e BRT
A substituição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Transporte Rápido (BRT) na Região Metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande também foi alvo das críticas de Natasha.

 
A candidata afirmou que considera o VLT um modelo mais moderno e sustentável e questionou os gastos acumulados desde a mudança do modal. “Não se consegue saber quanto já se gastou. O que se sabe, a gente falou aqui de meio ambiente, é que nós saímos de um transporte moderno e sustentável, que seria o VLT, para um transporte que é um ônibus, que é o BRT”, declarou.

Ao tratar conjuntamente do Parque Novo Mato Grosso, Portão do Inferno, BRT e de outras obras estaduais, Natasha afirmou que pretende revisar contratos, mas garantiu que não adotará como política a paralisação dos projetos em andamento.

“Todas as obras inacabadas vão ser feitas”, concluiu.