Ex-secretário de Saúde tenta adiar depoimento para depois da eleição, mas CPI dá apenas uma semana

Ex-secretário alegou conflito com lançamento da campanha e pediu adiamento para depois do período eleitoral

Por: tangara mil graus 2K
 Ex-secretário de Saúde tenta adiar depoimento para depois da eleição, mas CPI dá apenas uma semana

pós ter um pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) para tornar facultativo seu comparecimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, o ex-secretário de Estado de Saúde e candidato a deputado estadual Gilberto Figueiredo tentou adiar seu depoimento para depois do encerramento do período eleitoral.

O pedido foi apresentado pela defesa de Gilberto e lido pelo presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSD), durante os trabalhos da Comissão nesta quarta-feira (26.08). A oitiva estava marcada para as 14 horas desta quarta, mas o ex-secretário alegou conflito de agenda com o lançamento oficial de sua campanha eleitoral.

A CPI, no entanto, não aceitou deixar o depoimento para depois da eleição e reagendou a oitiva para a próxima quarta-feira, 2 de setembro.

No documento, a defesa informou que Gilberto foi convocado pelo Ofício nº 55/2026 da CPI da Saúde e que o lançamento oficial de sua candidatura a deputado estadual estava previamente marcado para o mesmo dia do depoimento.

Gilberto afirmou não questionar a legitimidade da Comissão nem a condução dos trabalhos e reiterou o compromisso de comparecer e colaborar com a investigação. Mesmo assim, pediu que a nova oitiva fosse marcada somente após o encerramento do período eleitoral, com antecedência mínima de dez dias para comunicação à defesa.

A defesa argumentou ainda que a concentração da agenda nas atividades de campanha reduziria o tempo disponível para preparação técnica diante da quantidade de documentos relacionados aos atos administrativos da Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2025.

Já tentou tornar presença facultativa
O pedido ocorre uma semana depois de Wilson Santos revelar, durante sessão ordinária de 19 de agosto, que o TJ-MT havia negado habeas corpus apresentado por Gilberto para tornar facultativo seu comparecimento à CPI.

Na ocasião, Wilson lembrou que o ex-secretário havia declarado publicamente não ter nada a esconder e que teria “prazer imenso” em comparecer à Comissão. O presidente da CPI contrapôs a declaração à iniciativa judicial para obter o direito de não comparecer.

Agora, diante do novo pedido, a CPI concedeu apenas o adiamento de uma semana.

Após a leitura do requerimento, Wilson consultou integrantes da Comissão e informou que o depoimento ficaria para 2 de setembro, ainda durante o período eleitoral.

A CPI da Saúde investiga atos administrativos e a aplicação de recursos públicos na Secretaria de Estado de Saúde. Gilberto comandou a pasta durante parte do período que está sob investigação.