Milas diz que políticos do PL enriquecem enquanto vendem “discursinho bobo”

Candidato do Missão afirmou que partido pretende apresentar propostas em vez de explorar a polarização política

Por: tangara mil graus 2K
 Milas diz que políticos do PL enriquecem enquanto vendem “discursinho bobo”

O candidato ao Governo de Mato Grosso, Rafael Milas (Missão), acusou os políticos eleitos pelo Partido Liberal (PL) no Estado de “enganarem” e “fazerem o povo de trouxa”. A declaração foi feita nessa quinta-feira (20.08), após sabatina promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), ao criticar Wellington Fagundes, Abilio Brunini, Cláudio Ferreira e Gilberto Cattani.

Milas direcionou críticas ao candidato ao Governo e senador Wellington Fagundes, ao prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, ao prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e ao deputado estadual Gilberto Cattani, todos do PL.

Ao explicar a linha política do Missão, Milas rejeitou a classificação de partido “antissistema”. Segundo ele, a criação da legenda representa justamente a decisão do grupo de participar da política institucional.

“O Missão não é antissistema, porque eles formaram um partido político. A partir do momento em que o Renan Santos e o MBL formam partido político, a mensagem é: nós não negamos a política, nós não negamos o sistema. A diferença é: como é que vamos agir quando chegar lá?”, declarou.

“Discursinho bobo”
Segundo Milas, o programa que apresenta para Mato Grosso foi construído a partir do chamado “Livro Amarelo”, documento utilizado pelo Missão como referência programática.

O candidato afirmou que pretende se afastar da polarização entre direita e esquerda e acusou integrantes do PL de utilizarem esse confronto político para mobilizar eleitores.

“Olha lá a esquerda, olha lá o comunismo, ó, Bolsonaro. Esse papinho que não muda a vida de ninguém, que esses eleitos hoje do PL aqui em Mato Grosso passam o dia enganando a população com esse discursinho bobo, enquanto enriquecem”, disparou.

Questionado sobre quem estaria enganando os mato-grossenses, Milas ampliou a crítica.

“E continua enganando. [...] Aqui eu digo todos os eleitos do PL em Mato Grosso. Vamos focar em Mato Grosso”, afirmou.

Wellington Fagundes
O primeiro alvo foi Wellington Fagundes. Milas questionou a identificação do senador com a direita e citou a trajetória política do adversário.

“Como é que o PL lança o Wellington Fagundes como se fosse direita, para enganar o eleitor do PL, como se fosse o cara mais à direita, sendo que o Wellington Fagundes foi base da Dilma, foi coordenador da Dilma?”, questionou.

Milas também mencionou episódios da trajetória política do senador e afirmou que Wellington teria dificuldades para defender determinadas pautas associadas à direita.

“É um cara que andou a vida inteira com a esquerda. Inclusive hoje aqui nessa sabatina, quando ouvi alguma pergunta sobre propriedade privada, ele divagava, porque ele não sabe defender de fato, porque não é uma pauta que ele acredita”, declarou.

Abilio e Cláudio Ferreira
Na sequência, Milas mirou os prefeitos de Cuiabá e Rondonópolis.

Sobre Abilio Brunini, acusou o prefeito de não agir diante das ocupações na região do Contorno Leste, em Cuiabá.

“Tem um prefeito aqui de Cuiabá, Abilio Brunini, que defende invasão, que está vendo lá o Contorno Leste ser tomado, não está fazendo nada. É isso?”, disse.

Já ao citar Cláudio Ferreira, Milas criticou os salários dos chefes dos Executivos municipais.

“Cláudio Ferreira, prefeito de Rondonópolis, que é o prefeito mais caro do Brasil, oficialmente. Mato Grosso tem os dois prefeitos mais caros do Brasil. O primeiro, Cláudio Ferreira, R$ 57 mil por mês, segundo o Abilio, R$ 53 mil. Isso não é enganar?”, questionou.

Cattani também é alvo
Milas ainda mencionou o deputado estadual Gilberto Cattani e fez referência à contratação de uma servidora de gabinete que, segundo a declaração do candidato, teria relação com a venda de queijo.

“Quando o deputado Gilberto Cattani pega uma servidora de gabinete para vender queijo para ele, não é enganar a população? Para mim é muito claro, isso é enganar e fazer o povo de trouxa”, afirmou.

Ao final, o candidato disse que o Missão pretende se diferenciar por propostas e criticou o uso das redes sociais como instrumento de projeção política.

“Nosso diferencial fundamental para o que está aí é que a gente tem ideias para solucionar, a gente não fica usando a política como trampolim midiático para ganhar seguidor e ganhar dinheiro. É o contrário”, concluiu.

Outro lado
As declarações de Rafael Milas contêm acusações e avaliações políticas direcionadas a Wellington Fagundes, Abilio Brunini, Cláudio Ferreira e Gilberto Cattani. Entramos em contato com as assessorias de ambos, mas, até o fechamento da matéria, não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação dos citados.