ESCÂNDALO NA SAÚDE DE TANGARÁ: EXAMES FALSOS, MORTES E PAGAMENTOS AUTORIZADOS PELA GESTÃO MUNICIPAL
Tangará da Serra pode estar diante de um dos maiores escândalos da história da saúde pública do município.
Um Relatório Investigativo Preliminar revela indícios gravíssimos de fraude sistemática em exames laboratoriais, possíveis mortes associadas a laudos falsificados e a liberação de pagamentos públicos mesmo após alertas técnicos de irregularidades.
De acordo com o documento, a então secretária municipal de Saúde, Ângela Belizário, teria sido formalmente alertada sobre dois óbitos ocorridos na UPA, em agosto de 2025, supostamente ligados a exames laboratoriais fraudulentos. Segundo o relatório, em vez de determinar abertura imediata de sindicância, a secretária teria pedido “sigilo e silêncio”.
LABORATÓRIOS REPROVADOS E RISCO À VIDA
As investigações apontam que os laboratórios POP Exame LTDA e Santo Antônio Clínico LTDA, credenciados pelo Edital nº 001/2025, foram submetidos a visitas técnicas.
Os relatórios oficiais classificaram ambas as unidades como INSATISFATÓRIAS, apontando:
Indícios de falsificação sistemática de laudos
Reagentes vencidos
Infrações sanitárias
Equipamentos em desconformidade
Risco direto à saúde da população
Mesmo diante dessas conclusões técnicas, o relatório aponta que pagamentos continuaram sendo autorizados.
PAGAMENTO LIBERADO MESMO COM PARECER CONTRÁRIO
Em setembro de 2025, após parecer técnico recomendar a suspensão de pagamentos até esclarecimentos formais, o laboratório teria se recusado a fornecer informações.
Ainda assim, em novembro de 2025, há registro de anuência administrativa para pagamento.
O relatório sustenta que a chefe da Central de Regulação, Leicy Marçal, e a secretária Ângela Belizário, teriam assinado digitalmente documentos que resultaram na liberação de valores públicos.
O documento também menciona que o prefeito Vander Alberto Masson teria dado aval para a continuidade dos pagamentos e para o retorno do laboratório às atividades, mesmo diante dos relatórios técnicos negativos.
ACUSAÇÕES GRAVES
O relatório aponta possíveis crimes como:
Falsificação de documentos
Estelionato contra o poder público
Improbidade administrativa
Prevaricação
Crime contra a saúde pública
Possível nexo entre laudos fraudulentos e óbitos
Há ainda suspeita de que exames fictícios teriam sido inseridos no sistema do SUS para gerar pagamentos indevidos.
PACIENTES TERIAM MORRIDO APÓS ALTAS BASEADAS EM EXAMES FALSOS
O documento levanta a hipótese de que pacientes receberam alta hospitalar com base em laudos que indicavam melhora inexistente.
Em alguns casos, os pacientes teriam evoluído a óbito após exames supostamente não realizados ou com resultados inventados.
AGORA A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
Se os relatórios técnicos apontavam risco à vida…
Se havia alerta de óbitos associados a exames…
Se havia recomendação formal de suspensão…
Por que os pagamentos foram liberados?
Quem autorizou?
Quem será responsabilizado?
O caso exige investigação profunda nas esferas criminal, cível e administrativa.
A população de Tangará da Serra merece respostas.
E a verdade precisa vir à tona.
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