Cidinho afirma que federação só arbitra disputa entre Jayme e Pivetta em caso de racha
Cidinho evita tratar como certa a escolha da federação entre Jayme Campos e Pivetta
O vice-presidente do diretório estadual da Federação União Progressista (UP) em Mato Grosso, ex-senador Cidinho Santos, afirmou nessa quarta-feira (27.05) que ainda é cedo para definir qual projeto político será apoiado pelo grupo na disputa ao Governo do Estado em 2026. Segundo ele, mesmo após a oficialização do novo diretório estadual da federação, não há qualquer decisão fechada em torno do nome do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A declaração foi dada durante entrevista à imprensa, após questionamentos sobre o peso político do recém-criado diretório estadual da Federação União Progressista, que passou a ser comandado pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). Nos bastidores políticos, o grupo é visto como mais alinhado ao projeto de continuidade do atual governo, encabeçado por Pivetta, do que a uma eventual candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil).
Ao ser questionado se a nova composição facilita um cenário favorável ao atual governador e enfraquece a possibilidade de Jayme disputar o Palácio Paiaguás, Cidinho afirmou que a federação não terá atuação direta enquanto não houver conflito entre os partidos que a compõem.
“Essa federação só vai entrar se houver alguma questão em desacordo nos diretórios, tanto no União Brasil como no PP. Então, só se tiver alguma questão a mais que a federação vai arbitrar, permanece tudo como está”, declarou.
Na prática, Cidinho explicou que as decisões continuarão sendo tomadas inicialmente dentro dos próprios partidos. Somente em caso de divergência entre União Brasil e PP é que a federação poderá atuar como instância de arbitragem política.
O ex-senador chegou a citar um exemplo hipotético envolvendo Jayme Campos para explicar como funcionaria esse processo. “A federação só vai arbitrar caso haja uma diferença. No caso, o senador Jayme Campos ganhou no União Brasil e perdeu na convenção do PP, aí a federação vai arbitrar”, explicou.
Durante a entrevista, Cidinho também evitou confirmar qualquer apoio antecipado ao nome de Pivetta e pregou cautela diante da disputa interna dentro do próprio grupo político.
“Não, não. Também não podemos antecipar nada antes da convenção. Tem que respeitar as pessoas; senador Jayme Campos é uma liderança, senador do partido. Não pode falar que está definido, tem que ter conversado”, afirmou.
A fala evidencia que, apesar da proximidade política entre Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, o grupo ainda evita tratar como encerrada a discussão sobre quem será o nome apoiado pela federação ao Governo do Estado em 2026.
Questionado se a direção nacional da federação poderia interferir nas decisões tomadas em Mato Grosso, Cidinho negou. “Não. Quem decide é o Estado”, pontuou.
Apesar das indefinições sobre a majoritária, o vice-presidente da federação afirmou que as chapas proporcionais para deputado estadual e deputado federal já estão organizadas. “As chapas de deputado estadual e federal já estão prontas”, disse.
O novo diretório estadual da Federação União Progressista foi oficializado na Justiça Eleitoral pelo grupo político ligado a Mauro Mendes, que assumiu a presidência da federação em Mato Grosso. Cidinho Santos ficará na vice-presidência.
Também integram o colegiado a senadora Margareth Buzetti, o senador Jayme Campos, o deputado federal Fábio Garcia, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues.
Na suplência aparecem a ex-primeira-dama Virginia Mendes, o deputado estadual Júlio Campos, o presidente da MT Par, Wener Santos, e o empresário Eusébio Diniz.
O diretório estadual é considerado o principal órgão da federação dentro de Mato Grosso e será responsável pelas decisões sobre candidaturas ao Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, além das definições sobre alianças políticas nas eleições de 2026.
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