
PF pede reforço de vigilância na casa de Bolsonaro: "Risco de fuga"
Deputado vê risco de fuga e PF reforça vigilância sobre Bolsonaro

A Polícia Federal pediu no último sábado (25.08) reforço na vigilância e no policiamento em torno da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, desde 04 de agosto. O alerta foi encaminhado ao STF e à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF).
A solicitação partiu do líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), que apontou “risco concreto” de fuga do ex-presidente. Segundo ele, Bolsonaro poderia tentar buscar asilo político na Embaixada dos Estados Unidos, localizada a cerca de dez minutos de sua residência.
Entre as medidas sugeridas pelo parlamentar estão: intensificação imediata da fiscalização no entorno da casa; reforço do policiamento ostensivo e discreto nas imediações; checagem contínua do monitoramento eletrônico; protocolos de ação rápida para impedir deslocamentos irregulares; e providências para evitar que eventual tentativa de fuga comprometa a aplicação da lei penal.
“Essas providências mostram-se indispensáveis para garantir a aplicação da lei penal, resguardar a ordem pública e preservar a autoridade das decisões judiciais”, afirmou Lindbergh.
Na prática, a PF recebeu o ofício do deputado e encaminhou a demanda às instâncias competentes: informou Moraes sobre o pedido e repassou o expediente à Seape-DF para conhecimento e providências cabíveis.
“Em 25 de agosto de 2025, o diretor-geral da Polícia Federal juntou aos autos um ofício assinado pelo deputado federal Lindbergh Farias, no qual solicita reforço urgente do policiamento — ostensivo e discreto — nas imediações da residência de Jair Bolsonaro, além da manutenção e checagem constante do sistema de monitoramento eletrônico, para garantir a eficácia da medida cautelar”, registra o despacho de Moraes, ao encaminhar o pedido para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).