Remédio contra Alzheimer chega ao Brasil, mas custo pode ultrapassar R$ 11 mil
Lecanemabe reduz progressão da doença, mas tratamento pode passar de R$ 11 mil por mês
Uma nova esperança no combate ao Alzheimer começa a chegar ao Brasil, mas com alto custo.
O lecanemabe, indicado para pacientes em estágio inicial da doença, estará disponível nas farmácias a partir do fim de junho de 2026. Comercializado como Leqembi, o tratamento pode variar de R$ 8.108,94 a R$ 11.075,62 por mês, conforme os impostos estaduais. Cada dose pode custar cerca de R$ 5.500.
Desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, o preço foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos na última sexta-feira (17.04). A aprovação no Brasil ocorreu em dezembro de 2025, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O medicamento atua sobre as placas beta-amiloides no cérebro, associadas à progressão do Alzheimer, com a proposta de desacelerar o declínio cognitivo. Em estudo publicado no The New England Journal of Medicine, com 1.795 pacientes, houve redução de 27% na progressão da doença ao longo de 18 meses.
A aplicação é feita por infusão intravenosa em ambiente hospitalar, com duração de cerca de uma hora a cada duas semanas.
O tratamento exige cautela. É contraindicado para pacientes com mutação do gene ApoE4, devido ao risco de efeitos adversos como inchaço cerebral e micro-hemorragias. A bula recomenda teste genético antes do início.
Ainda não há definição sobre cobertura por planos de saúde ou incorporação ao SUS, o que levanta dúvidas sobre o acesso à nova terapia.
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