Pirarucu pode ser abatido sem limite em MT
Pesca é permitida sem limite e peixe não pode ser devolvido à água
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou, nessa quinta-feira (19.03), a pesca, captura e abate do pirarucu em Mato Grosso, incluindo áreas do Pantanal, após classificar a espécie como invasora na região.
A medida vale para toda a Região Hidrográfica do Paraguai, que abrange municípios como Cáceres e Poconé, a 218 e 105 km de Cuiabá, respectivamente, onde o peixe não é nativo e pode causar desequilíbrio ambiental.
A norma, publicada no Diário Oficial da União (DOU), libera a captura durante todo o ano, sem limite de tamanho ou quantidade. O Ibama também determina que os exemplares capturados não podem ser devolvidos à água — o abate é obrigatório.
Segundo o órgão ambiental, a presença do pirarucu fora da Amazônia representa risco ao ecossistema, já que o peixe pode predar espécies nativas, alterar a cadeia alimentar e reduzir a biodiversidade, além de não possuir predadores naturais nessas regiões.
A introdução da espécie, conforme autoridades, ocorre de forma irregular — seja por soltura ilegal ou por acidentes envolvendo tanques e criadouros próximos a rios e lagoas.
Casos registrados em outras regiões do país, como no Lago Paranoá (DF), onde exemplares de até dois metros foram avistados, reforçam o alerta sobre a expansão do pirarucu fora do seu habitat natural.
Além da liberação do abate, o Ibama informou que irá intensificar campanhas de educação ambiental para evitar a introdução de espécies exóticas em bacias onde não são naturais.
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