Wilson diz que Mauro ignorou pescadores por 7 anos: “Agora serão ouvidos”

Deputado disse que pescadores nunca foram recebidos por Mauro e agora aceitam flexibilizações

Por: tangara mil graus 2.5K
 Wilson diz que Mauro ignorou pescadores por 7 anos: “Agora serão ouvidos”

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou nesta sexta-feira (22.05) que, durante os mais de sete anos da gestão do ex-governador Mauro Mendes (União), pescadores artesanais nunca foram recebidos oficialmente no Palácio Paiaguás para discutir os impactos da Lei do Transporte Zero.

 
A declaração foi dada durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que debateu os efeitos da legislação após três anos de vigência.

Segundo Wilson, o cenário mudou após o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumir o comando do Estado. “O Governador Mauro nunca aceitou que os pescadores colocassem os pés no Palácio Paiaguás. E agora o Otaviano, em menos de 60 dias, já aceitou receber”, declarou o parlamentar.

Conforme Wilson, as 22 colônias de pescadores de Mato Grosso devem participar, ainda nesta sexta-feira, de uma reunião reservada com Pivetta para discutir possíveis ajustes na legislação estadual.

O deputado afirmou que o governador não apresentou propostas prévias e pretende apenas ouvir os representantes da categoria.

“Ele quer escutar, ele não tem nenhuma proposta a fazer. Quer ouvir as colônias de pescadores, quer saber se é possível construir uma solução”, afirmou.

Wilson também declarou que os pescadores estão dispostos a aceitar flexibilizações para tentar construir um consenso em torno da legislação. Segundo ele, a categoria aceita inclusive reduzir a cota semanal permitida e manter restrições para algumas espécies.

“Os pescadores estão dispostos a dar um passo atrás, por exemplo, reduzir a cota de 125 quilos por semana para 100 quilos. Eles estão dispostos a aceitar a manutenção de algumas espécies proibidas de serem transportadas, armazenadas e comercializadas”, disse.

Ainda conforme o parlamentar, há disposição da categoria em negociar para voltar a exercer a atividade profissional com maior segurança econômica.

“Há, por parte dos pescadores, um conjunto de condições para sentar à mesa e encontrar um denominador comum”, declarou.

Durante a entrevista, Wilson afirmou ainda que a pesca esportiva cresceu nos últimos anos, mas criticou o que classificou como prejuízo aos pescadores profissionais.

“Não dá para você somente permitir uma modalidade e deixar aí 15, 16 mil famílias de pescadores profissionais sem o direito constitucional de exercerem a sua profissão”, declarou.