Banco Central da China anuncia que vai ampliar as medidas de apoio ao crescimento da economia.
Segundo o Banco Central, apesar da economia chinesa apresentar avanços consistentes, o país ainda enfrenta obstáculos cada vez maiores, entre eles o crescimento das barreiras comerciais.
Banco Central da China promete ampliar suporte à economia
O Banco Central da China afirmou nesta sexta-feira (26) que vai reforçar os ajustes da política monetária e intensificar a coordenação com a política fiscal, com o objetivo de sustentar o crescimento econômico diante de um cenário externo considerado “complexo e severo”.
A declaração foi divulgada em um resumo da reunião trimestral do comitê de política monetária, realizada na última terça-feira (23). Segundo a instituição, apesar dos avanços consistentes da economia chinesa, o país encara desafios cada vez maiores, como o aumento das barreiras comerciais.
O documento também destacou que o impulso econômico global está perdendo força, que as principais economias seguem trajetórias divergentes e que há incerteza quanto à inflação e às futuras medidas de política monetária em diferentes países.
Para enfrentar esse cenário, o banco defendeu a necessidade de aplicar uma política monetária moderadamente flexível, com maior ajuste anticíclico, além de aproveitar melhor os instrumentos de política estrutural.
Entre os compromissos anunciados, estão:
Manter ampla liquidez no sistema financeiro;
Orientar os bancos a expandirem a oferta de crédito;
Acompanhar de perto o mercado de títulos, especialmente os rendimentos de longo prazo;
Aprimorar a integração entre política monetária e fiscal para garantir estabilidade no crescimento e preços em níveis adequados.
Na última segunda-feira (22), o presidente do Banco Central já havia declarado que serão utilizadas diversas ferramentas de política monetária para garantir liquidez suficiente, reduzir custos de financiamento e favorecer a recuperação econômica.
Apesar de dados recentes indicarem uma perda de ritmo em agosto, as autoridades chinesas não demonstram pressa em adotar medidas de grande impacto, citando a resiliência das exportações e a recuperação no mercado acionário.
Mesmo assim, analistas do mercado financeiro projetam que novas ações de estímulo – incluindo cortes adicionais nas taxas de juros e maior apoio fiscal – possam ser anunciadas nas próximas semanas, à medida que o enfraquecimento da economia se torne mais evidente.
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