Wilson cita “coincidências” em ataque hacker à Saúde e pede perícia da PF
Presidente da CPI da Saúde quer esclarecimentos sobre possível desaparecimento de dados
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Wilson Santos (PSD), afirmou nesta quarta-feira (17.06) que aguarda uma perícia técnica da Polícia Federal para esclarecer as circunstâncias do ataque cibernético que atingiu os sistemas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) em março deste ano.
Durante entrevista à imprensa, o parlamentar afirmou que a comissão já solicitou a participação da Polícia Federal nas investigações e não descartou a existência de coincidências envolvendo o desaparecimento de informações que poderiam ser utilizadas nos trabalhos da CPI. “Nós já solicitamos, em nome da CPI, uma perícia técnica da Polícia Federal. Vamos aguardar esse pronunciamento técnico de quem entende sobre vazamento e hackeamento”, afirmou.
Questionado se o ataque poderia ter sido utilizado para eliminar informações relevantes, Wilson evitou conclusões antecipadas, mas reconheceu que a situação levanta dúvidas. “Não acredito em queima de arquivo. Agora, há muitas coincidências, mas nós ainda não estamos em fase de conclusão e apresentação dos relatórios. O caminho técnico é uma perícia por um órgão competente, que é a Polícia Federal”, declarou.
O deputado explicou que a investigação envolvendo a invasão dos sistemas já está sob análise de órgãos federais, incluindo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal. “Todo esse processo está se arrastando agora no âmbito da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal”, disse.
Além da perícia, a CPI pretende aprofundar os questionamentos sobre a proteção dos dados armazenados pela Secretaria de Estado de Saúde. Wilson afirmou que a comissão quer ouvir representantes da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) para verificar se havia responsabilidade sobre a guarda dos sistemas e dos bancos de dados da pasta. “Vamos trazer a MTI para saber se ela tinha alguma responsabilidade sobre a guarda desse banco de dados. Se havia contrato com a Secretaria de Saúde e se recebia recursos para proteger essas informações”, explicou.
O parlamentar também questionou os mecanismos de segurança utilizados pela pasta e cobrou esclarecimentos sobre a existência de cópias de segurança dos dados afetados pelo ataque. “A Lei Geral de Proteção de Dados é de 2018. A Secretaria já deveria ter feito todo esse backup, toda essa proteção. Existe inclusive uma Agência Nacional de Proteção de Dados. Precisamos entender o que aconteceu”, afirmou.
No início deste mês, Wilson protocolou requerimento solicitando informações ao Governo do Estado e à MTI sobre o ataque hacker. Entre os questionamentos estão a identificação dos sistemas atingidos, as vulnerabilidades existentes, as medidas adotadas após a invasão e os mecanismos de segurança que estavam em funcionamento quando ocorreu o incidente.
3K













