“Não acredito que alguém faria uma coisa dessa”, diz Júlio sobre incêndio em VG
Deputado afirmou que acusações feitas antes da conclusão da perícia são precipitadas
O deputado estadual Júlio Campos (União) pediu cautela diante das especulações sobre as causas do incêndio que destruiu o barracão da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, na noite de quarta-feira (17.06), e afirmou não acreditar, neste momento, na hipótese de ação criminosa. A declaração foi dada nesta quinta-feira (18.06), durante visita ao local atingido pelas chamas, na Avenida Filinto Müller, no bairro Marajoara.
O incêndio consumiu completamente a estrutura utilizada como centro de armazenamento da Prefeitura. Segundo informações preliminares, o fogo também atingiu um posto de combustíveis vizinho. Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de feridos. Durante a visita, Júlio Campos disse que esteve no local para prestar solidariedade ao município e avaliar os prejuízos causados pela tragédia.
“Vim verificar in loco essa tragédia que ocorreu, que trouxe grandes prejuízos à minha cidade natal. Vim trazer a minha solidariedade à prefeita municipal, aos vereadores de Várzea Grande e me colocar à disposição no que for possível para amenizar os prejuízos às nossas crianças e aos servidores da educação”, afirmou.
Nos últimos dias, vereadores da oposição levantaram suspeitas de uma possível “queima de arquivo”, argumentando que o barracão havia sido alvo de fiscalização parlamentar pouco antes do incêndio. Entre os materiais armazenados no local estavam uniformes escolares, livros e aparelhos de ar-condicionado. Questionado sobre as acusações, o deputado afirmou que qualquer conclusão antes dos laudos oficiais é precipitada e descartou, por enquanto, a possibilidade de incêndio criminoso.
“Qualquer discussão antes do relatório da Politec, das autoridades de segurança pública e da Polícia Civil é mera especulação. Temos que aguardar pacientemente os técnicos especializados apontarem as causas”, declarou.
Júlio Campos ressaltou que as investigações devem esclarecer se o fogo teve origem em um problema elétrico, falha em equipamentos ou outra circunstância acidental.
“Eu não acredito. Acho que seria muita irresponsabilidade fazer uma coisa dessa. Falar que é criminoso é algo muito grave e não é o momento para esse tipo de acusação”, disse.
O parlamentar também afirmou nunca ter presenciado situação semelhante em mais de cinco décadas de atuação política em Várzea Grande e classificou como precipitado o clima de acusações registrado durante o incêndio.
“Várzea Grande sempre teve disputa política, mas nunca teve esse radicalismo que está tendo hoje. Não era o momento. Está havendo muita precipitação. Só podemos falar alguma coisa depois que a Politec e os órgãos de segurança apresentarem seus relatórios”, afirmou.
Apesar de descartar a hipótese criminosa neste momento, o deputado defendeu rigor na apuração dos fatos e cobrou punição caso seja comprovada alguma ação intencional.
“Se for constatado que houve incêndio criminoso, os responsáveis têm que ser punidos, sejam autoridades ou qualquer outra pessoa. Quem tiver culpa deve responder pelos seus atos”, declarou.
Ao final, Júlio Campos lamentou as perdas materiais causadas pelo incêndio e destacou que o mais importante foi a preservação de vidas.
Perdemos um patrimônio muito grande, muitos equipamentos, livros e materiais. Mas graças a Deus não houve perda de vidas humanas. Isso é o mais importante neste momento”, concluiu.
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