PREFEITO TENTA “CENSURAR” NOTÍCIAS E ACABA VIRANDO PIADA NA INTERNET

Em Tangará da Serra, parece que a moda agora é tentar resolver crise política no fórum… e de preferência calando quem fala sobre ela.

Por: tangara mil graus 308K
 PREFEITO TENTA “CENSURAR” NOTÍCIAS E ACABA VIRANDO PIADA NA INTERNET

O prefeito Vander Alberto Masson resolveu tirar da gaveta um processo antigo de 2023 para tentar mandar apagar vídeos e reportagens publicadas agora em 2026 pela página Tangará Mil Graus.


A estratégia?

Usar um acordo antigo, feito em outro contexto, como se fosse uma espécie de mordaça eterna contra a imprensa.

Só esqueceram de avisar a Constituição.

O PROCESSO QUE VIROU “BOTÃO DE APAGAR”

Lá em 2023, o prefeito entrou na Justiça reclamando de publicações relacionada a outras situações.

O caso terminou em acordo judicial e o processo foi arquivado.

Ponto final.

Mas agora, em 2026, com a cidade enfrentando crise administrativa, servidores revoltados, denúncias de irregularidades e investigações em andamento, o prefeito resolveu fazer uma manobra curiosa:


Pegou o processo antigo e pediu à Justiça que os novos vídeos sobre a crise atual fossem apagados.

Ou seja:

Um processo sobre um assunto antigo virou, na prática, um controle remoto para tentar desligar a imprensa.

A CIDADE PEGA FOGO, PESSOAS MORRENDO POR TER EXAMES FALSIFICADOS E A SOLUÇÃO É CALAR QUEM MOSTRA?

Enquanto servidores reclamam de perdas salariais, aumento de cargos comissionados e ameaçam greve, a página Tangará Mil Graus passou a publicar vídeos criticando a situação.

Nada mais comum em uma democracia.

Mas aparentemente, para o prefeito, a solução não seria responder às críticas, explicar a gestão ou enfrentar o debate público.

A estratégia foi outra: tentar apagar as críticas pela via judicial.

A TENTATIVA DE “MORDAÇA DIGITAL”

A defesa do Adovgado e Jornalista Jean Piccoli afirma que o pedido feito pelo prefeito é um abuso processual.

Segundo a impugnação apresentada na Justiça, o acordo de 2023 tratava exclusivamente de um episódio específico daquela época.


Usar aquele acordo para impedir reportagens sobre fatos novos em 2026 seria, na prática, tentar criar uma censura permanente contra qualquer crítica ao prefeito.

Em outras palavras:
um acordo sobre um caso antigo não pode virar um escudo vitalício contra reportagem, crítica ou investigação.

O TIRO QUE PODE SAIR PELA CULATRA

A tentativa de usar um processo arquivado para apagar reportagens atuais acabou chamando ainda mais atenção para o caso.

E agora a discussão saiu do campo político e entrou no debate mais sensível de todos:
liberdade de imprensa.

Porque se um prefeito pudesse usar um acordo antigo para impedir qualquer crítica futura, a pergunta seria inevitável:

quem fiscalizaria o poder público?

EM TANGARÁ, A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR - PAGOU OU NAO PAGOU?

Enquanto a crise administrativa segue gerando revolta entre servidores e denúncias continuam surgindo, a população assiste a uma disputa curiosa:

De um lado, quem quer denunciar e questionar.

Do outro, quem parece preferir apertar o botão de “apagar publicação”.

Mas em tempos de internet, redes sociais e informação circulando em segundos, uma coisa já ficou clara em Tangará:

tentar calar a imprensa costuma fazer o barulho ficar ainda maior.