Mauro descarta perda de apoio com candidatura de Virgínia e critica Judiciário brasileiro

Pré-candidato ao Senado afirmou que a primeira-dama construiu trajetória própria e defendeu mudanças no funcionamento da Justiça

Por: tangara mil graus 1.5K
 Mauro descarta perda de apoio com candidatura de Virgínia e critica Judiciário brasileiro

O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nessa terça-feira (23.06), durante o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado e da pré-candidatura da ex-primeira-dama Virgínia Mendes à Câmara Federal, que não teme perder apoio político de outros postulantes a deputado federal por causa da entrada da esposa na disputa. Na mesma entrevista, ele também fez críticas ao funcionamento do Judiciário brasileiro e defendeu mudanças na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

 
Questionado sobre a possibilidade de a candidatura de Virgínia provocar desconforto entre aliados que disputarão vagas na Câmara dos Deputados, Mauro rejeitou a hipótese e destacou a trajetória construída pela ex-primeira-dama ao longo dos últimos anos.

Segundo ele, Virgínia conquistou espaço próprio na política e junto à população por meio do trabalho social desenvolvido à frente de programas do Governo do Estado, especialmente o Ser Família. “A Virgínia tem a estatura dela, é uma mulher que foi muito mais do que apenas uma primeira-dama. Ela construiu seu espaço, liderou um dos grandes programas sociais existentes hoje no país, que é o Ser Família”, declarou.

Mauro também argumentou que a disputa por vagas na Câmara Federal será ampla e que haverá espaço para diferentes candidaturas dentro do grupo político. “São oito vagas e tenho certeza de que todos estarão disputando. Todos que conquistarem mentes e corações poderão ser eleitos ao cargo de deputado federal”, afirmou.

Críticas ao Judiciário

Durante a entrevista, o governador também comentou sobre temas nacionais e defendeu mudanças no sistema judiciário brasileiro. Para ele, a Justiça do país precisa passar por reformulações para se tornar mais eficiente. Mauro afirmou que o Brasil possui um dos sistemas judiciais mais caros do mundo e criticou o grande volume de processos em tramitação. “Nós temos uma das Justiças mais caras do planeta, com mais de 90 milhões de processos dentro do Judiciário brasileiro. Isso precisa ser modificado”, disse.

O governador também questionou a atuação do STF em casos que, na sua avaliação, não deveriam chegar à Suprema Corte. “Não é possível que o Supremo Tribunal Federal fique julgando se um traficante vai sair ou não da cadeia. Isso não é papel da Suprema Corte em nenhuma democracia evoluída do planeta”, declarou.

Ao defender mudanças no sistema, Mauro afirmou que nenhuma autoridade deve estar acima da lei e que todos os agentes públicos precisam responder por eventuais irregularidades dentro do devido processo legal. “Seja ministro do Supremo, governador ou presidente, ninguém pode estar acima da lei nesse país”, concluiu.