Wellington Fagundes destaca atuação em CPI do Crime Organizado no Senado
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL) fez um balanço de sua atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal, destacando que, apesar da não aprovação do relatório final, os trabalhos contribuíram para o aprofundamento de pontos relevantes das investigações.
“Sabíamos que seria difícil em função da maioria de membros da comissão ligados ao atual governo federal, mas lutamos muito e trouxemos à luz pontos fundamentais”, afirmou o parlamentar.
Mesmo não sendo membro titular da CPI, Wellington teve participação ativa ao substituir temporariamente o senador Marcos Rogério (PL-RO), ocupando a vaga durante sua ausência em Brasília. Nesse período, acompanhou debates, oitivas e contribuiu diretamente com os trabalhos da comissão.
Na fase final, o Wellington não participou da votação do relatório por uma questão regimental, já que a titularidade da vaga pertence a Marcos Rogério.
O relatório acabou rejeitado por 6 votos a 4, após articulações da base governista. O texto previa, entre outros pontos, o indiciamento de autoridades, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República.
Os votos do Bloco Vanguarda, liderado por Wellington Fagundes, foram favoráveis ao relatório.
“O Bloco Vanguarda, que tem atuação firme como oposição, não sofreu qualquer manobra do Governo Federal. O mais importante é que nosso bloco tinha dois votos e os dois votos foram favoráveis”, destacou.
Wellington também esclareceu interpretações sobre uma suposta interferência partidária na composição da CPI.
“O Partido dos Trabalhadores não tem esse poder de influência. A indicação dos integrantes segue critérios regimentais, com base na proporcionalidade partidária, sem que uma única sigla tenha poder isolado para alterar a composição”, explicou.
Ao avaliar o encerramento dos trabalhos, Wellington ressaltou que, mesmo sem a aprovação do relatório, a CPI cumpriu um papel importante ao expor temas sensíveis relacionados ao crime organizado no país.
“O mais importante foi o que conseguimos avançar e revelar. O Senado precisa continuar enfrentando esses temas com seriedade e responsabilidade”, afirmou.
Como próximos passos, destacou que seguirá atuando em pautas relacionadas à justiça e ao equilíbrio institucional, incluindo a discussão sobre a dosimetria das penas e a anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
“O que houve foi uma injustiça, e o Senado tem grande importância nesse debate, inclusive na análise e eventual derrubada de veto presidencial”, concluiu.
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