Congresso afunda, STF derrete, aponta AtlasIntel/Estadão
Desmoralizadas, instituições perdem o povo enquanto a PF cresce como porto de confiança
A pesquisa AtlasIntel/Estadão escancara uma inversão simbólica no imaginário nacional: enquanto o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional afundam em descrédito, a Polícia Federal sobe como referência de confiança pública.
A PF aparece com 56% de avaliações positivas; o STF tem só 35% de confiança e maioria de percepção negativa; o Congresso, por sua vez, amarga apenas 9% de confiança, o pior índice entre as instituições avaliadas.
Isso não acontece por acaso.
O Congresso virou, para grande parte da população, sinônimo de barganha, fisiologismo e distância do país real.
Já o STF, que deveria encarnar equilíbrio, sobriedade e autoridade constitucional, passou a ser visto por muitos como palco de protagonismo excessivo, decisões politizadas e ministros mais preocupados com o holofote do que com a liturgia do cargo.
O resultado é devastador: instituições centrais da República perdem legitimidade diante da opinião pública.
No vácuo desse desgaste, cresce a Polícia Federal. Não porque seja perfeita, mas porque ainda preserva, aos olhos do cidadão, a imagem de investigação, enfrentamento ao crime e ação concreta.
Quando política e toga decepcionam, a força policial passa a ocupar o espaço simbólico da eficiência e da resposta.
É um retrato duro do Brasil atual: o Parlamento desmorona, o Supremo se apequena e a PF prospera como porto de confiança. Quando quem deveria representar e arbitrar perde o respeito popular, sobra à República uma crise de autoridade que nenhum discurso conseguirá maquiar.
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